Resposta curta: sim, com uma condição. É um conto ilustrado para meninas de 9 a 14 anos, escrito na linguagem delas, e funciona muito bem se o que você quer é abrir o assunto sem constranger a sua filha. Funciona mal se você espera um guia técnico de saúde menstrual.
Nesse tema a idade indicada pesa, e a linguagem pesa ainda mais. O texto não é clínico nem infantilizado. É o vocabulário de uma história infantojuvenil, sem termo técnico e sem eufemismo, que é justamente o ponto em que a maioria dos livros dessa faixa erra para um lado ou para o outro.
Abaixo está o que tem dentro do livro, como ele trata a parte que mais preocupa, quem já usa profissionalmente e as dúvidas que mais seguram a compra.
O que o livro é
É um conto ilustrado de 101 páginas, no formato 16 por 23 centímetros, em capa comum, escrito para a própria menina ler. Não tem capítulo separado por tema nem tom de aula, porque a informação vai chegando dentro da narrativa, junto com o que acontece com a personagem.
Adelaine é uma menina curiosa que vive num reino cinzento, governado por um rei raivoso que baniu as cores, as canções e tudo que se sabia sobre o corpo feminino. Quando o corpo dela começa a mudar, ela é expulsa. Na floresta encontra as mulheres que guardaram esse conhecimento inteiro, e é ali que aprende o que ninguém tinha lhe contado.
A escolha pela história não é estética. Uma menina de 10 ou 11 anos recusa ouvir sobre o próprio corpo exatamente aquilo que aceita ler sobre uma personagem, porque nessa idade ser o assunto da conversa dá vergonha. Lendo sobre Adelaine, ela se reconhece sem precisar se expor.
O que a sua filha vai encontrar lá dentro
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A menarca, explicada antes de acontecer
O que é a primeira menstruação, por que ela vem, o que ela vai ver e como se preparar. É a parte que resolve o pior cenário possível, que é a menina sangrar sem fazer ideia do que está acontecendo com ela.
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Os ciclos, e como reconhecer os próprios
Não só o sangramento, mas o ciclo inteiro e o que muda em cada fase. É o conteúdo que continua servindo anos depois, muito além da primeira vez.
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Autoestima, autocuidado e saúde menstrual
Na linguagem dela, dentro da história, e não em forma de recomendação. Inclui higiene, o corpo que muda de forma e a comparação com as outras meninas, que nessa idade machuca mais do que a mãe imagina.
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Consentimento e respeito ao próprio corpo
Quem pode tocar, o que é limite, como dizer não. Essa é a parte com efeito de proteção mais direto, porque uma menina que conhece o corpo pelo nome certo consegue contar quando algo errado acontece.
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Como a vida é gerada
Inclusive por que o corpo só fica realmente pronto para gestar por volta dos 25 anos, que é uma informação que quase nenhum material dessa faixa traz.
A parte que mais preocupa: como a sexualidade é tratada
Essa é a dúvida que segura a maioria das compras, então vale ser específica. O livro fala de sexualidade sem antecipar fase nenhuma e sem conteúdo explícito, mas também sem silêncio e sem eufemismo.
Na prática, a diferença está no ângulo. A origem da vida aparece pelo caminho do corpo que se prepara, do ciclo e do tempo certo, e não por descrição de ato. Em nenhum momento o texto instrui sobre prática sexual, e o vocabulário é o de uma história infantojuvenil.
| O livro trata | O livro não traz |
|---|---|
| Menarca, ciclo e higiene | Descrição de ato sexual |
| Corpo que muda na puberdade | Ilustração explícita |
| Consentimento e limites | Viés religioso ou doutrinário |
| Como a vida é gerada | Linguagem clínica ou de manual |
Quem decide a dose é você. A maior parte das mães lê antes, decide o ritmo e escolhe o que fica para depois. Isso não é contornar um defeito do livro, é o uso normal dele.
O que as mães mais destacam
Lendo os comentários em sequência, três coisas voltam o tempo todo. A primeira é a linguagem, e a palavra que mais aparece é fluida, quase sempre junto com a observação de que a filha entendeu sozinha, sem precisar de tradução.
A segunda é a velocidade. Dois dias é o prazo mais citado para terminar a leitura, e para um assunto capaz de emperrar qualquer conversa isso já diz alguma coisa.
A terceira é o que acontece depois, e é o que aparece nos relatos mais longos: a conversa vem, só que puxada pela menina e não pela mãe.
Quem usa fora de casa
O livro não circula só entre mães. Uma professora de yoga infantil que atende turmas de meninas de 10 anos escreveu isto sobre o material da autora:
"Uso em aulas de yoga infantil com alunas de 10 anos, elas leram o livro também no meu Clube do Livro. O material é enriquecedor e abre espaço de forma sutil para diálogo sobre as questões do corpo da menina moça, consentimento, confiança em si mesma, entre outros temas super importantes que muitas mães têm dificuldade de falar com as filhas. Excelente material, uso semanalmente."
Potira Del Duca Gomes, professora de yoga infantil
O projeto também já foi levado para três escolas em Santa Catarina e para a APAE, com o conteúdo adaptado para meninas com necessidades especiais.
As dúvidas que mais seguram a compra
"Minha filha tem 9, não é cedo?"
Nove anos é o piso da indicação, e é a idade mais citada nos relatos de leitura conjunta. A janela boa é justamente antes de qualquer coisa estar acontecendo, porque aí a leitura entra como curiosidade e não como emergência.
"Vai despertar curiosidade antes da hora?"
As orientações internacionais de educação em sexualidade, assinadas em conjunto por seis agências da ONU entre elas UNESCO, UNICEF e Organização Mundial da Saúde, partem de uma revisão ampla de estudos e concluem o contrário: esse tipo de conteúdo não antecipa o início da vida sexual, e o de boa qualidade contribui para adiá-lo.1
"Sou cristã, isso combina com a minha casa?"
Não há viés religioso nem doutrinário no texto, em nenhuma direção. O livro não defende posição sobre comportamento, ele explica o corpo dentro de uma história. Quem escolhe o momento, a ordem e o que lê junto é a família.
"Isso eu não acho de graça na internet?"
A informação solta está em todo lugar. O que não está é uma narrativa que a menina leia inteira por vontade própria, escrita por quem atende mulheres há vinte anos. O conteúdo não é o produto. O formato é.
"Ela não gosta de ler"
É um conto ilustrado com imagem em quase toda página, o que muda bastante a resistência. E se mesmo assim empacar, existe o áudio-livro por R$ 19,90, que é a mesma história narrada para ouvir junto, no carro ou antes de dormir.
"Ela já menstruou, perdi a hora"
Não perdeu. A menarca abre o assunto em vez de encerrar. Ciclo, autocuidado, consentimento e limites seguem valendo, e o livro deixa de ser preparação para virar companhia.
Quem escreveu
Berenice Shakti é fisioterapeuta pélvica, especialista em sexualidade humana e educação menstrual, com mais de vinte anos atendendo mulheres. Ela escreveu esse livro a partir da própria história: cresceu numa casa onde o corpo não se falava e engravidou aos 17 anos.
Foi atendendo no consultório que ela começou a reconhecer nas pacientes o mesmo padrão que conhecia por dentro. Quando a própria filha se aproximou dessa fase, descobriu que ter o conteúdo na mão não bastava, porque chamar uma menina de 10 anos para uma explicação sobre o ciclo dela quase nunca funciona. Foi daí que veio a decisão de escrever uma história em vez de um manual.
O Diário de Adelaine
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O que quem comprou escreveu
"Comprei para minha filha que tem puberdade precoce e foi incrível apreciar a leitura juntas. Teve um momento que ela perguntou se o livro poderia ser dela. Eu disse: como assim, ele é seu, eu comprei para você. E ela me abraçou, se sentiu acolhida e vista naquele momento, mesmo não tendo iniciado a menarca ainda."
recymbalistar
"A proposta do livro é trazer na prática como se dá o desenvolvimento na puberdade, e isso contribuiu muito para o conhecimento e para sanar curiosidades ao redor do tema. Minha filha achou a leitura fácil e fluida."
karenbayon
"Estou lendo com minha filha de 9 anos e estamos gostando muito da leitura. Ela está bem interessada."
michele.blanco
"Achei a narrativa muito boa e de fácil entendimento para as meninas. Minha filha está amando a leitura."
Debora Proença
"Maravilhosa demais. Me senti abraçada. E vai ser de muita ajuda para minha filha."
Siomara Abreu
"Minha filha amou, agora tem uma melhor sabedoria de como funciona o corpo."
Ju Felipe
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Para que idade O Diário de Adelaine é indicado?
De 9 a 14 anos. Funciona antes e depois da primeira menstruação, com usos diferentes: antes prepara, depois acompanha.
A história fala sobre sexo?
Fala sobre como a vida é gerada, sobre consentimento e sobre respeito ao próprio corpo, dentro de uma história e em linguagem de criança. Não descreve o ato nem traz ilustração explícita.
Sou cristã. Posso usar?
Pode. Não há viés religioso nem doutrinário no texto, e o momento e o ritmo da leitura quem define é a família.
Preciso ler junto com ela?
Não precisa, mas a maioria das mães lê antes para saber o que a filha vai encontrar, e depois deixa que ela leia no ritmo dela.
Quantas páginas tem e qual o formato?
São 101 páginas ilustradas, no formato 16 por 23 centímetros, em capa comum. O ISBN é 978-6558727576.
Minha filha lê pouco. Ela vai ler?
É um conto ilustrado com imagem em quase toda página, e o relato mais comum é de leitura terminada em dois ou três dias. Para quem resiste a livro existe o áudio-livro, por R$ 19,90.
Serve para escola ou para trabalho em grupo?
Serve, e já é usado assim. O projeto foi levado para três escolas em Santa Catarina e para a APAE, e há desconto por quantidade no site.
Quanto custa e onde comprar?
R$ 69,90 aqui no site oficial, com frete grátis para todo o Brasil. O kit com as Cartas para Adelaine sai por R$ 197,00 e o áudio-livro por R$ 19,90.
Tem PDF?
Não existe PDF nem e-book em texto. O único formato digital oficial é o áudio-livro, por R$ 19,90.
Procurei como diário de adaline, adeline ou adelaide. É o mesmo livro?
É o mesmo. O título correto é O Diário de Adelaine.
Ele é bom para o que se propõe: entrar em casa sem constranger ninguém e devolver o assunto para a sua filha na forma de pergunta. Não é um manual de saúde menstrual e não tem a conversa no seu lugar. Se é isso que você procura, é o livro certo.
O Diário de Adelaine custa R$ 69,90, com frete grátis para todo o Brasil.
Ver o livro
Sobre quem escreve
Autora de O Diário de Adelaine, livro que já ultrapassou 30 mil exemplares, e das coleções de cartas para meninas e para meninos, Berenice Shakti é fisioterapeuta pélvica, especialista em sexualidade humana e educação menstrual e professora de yoga há mais de vinte anos. É mãe de dois filhos.
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Referências
- UNESCO, UNAIDS, UNFPA, UNICEF, ONU Mulheres e OMS. Orientações técnicas internacionais de educação em sexualidade: uma abordagem baseada em evidências, edição revisada. unfpa.org
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